Bastidores de vendas: o que o turista mais procura nas lojas parceiras

A Arteria abriu os números de venda das lojas parceiras: o ímã lidera de longe. Veja como usar esse dado pra melhorar a gestão de estoque da sua loja.

Quem entra numa loja de suvenir num ponto turístico brasileiro geralmente sai de lá com uma lembrança pequena, colorida e barata. Mas o que exatamente essa pessoa escolhe levar pra casa? A gente resolveu abrir os números agregados de vendas dos últimos meses pra responder essa pergunta. E fizemos isso com dado real, não só com a impressão de quem está no balcão.

O ímã ainda é o rei do suvenir

Analisamos 451 produtos diferentes vendidos pelas lojas parceiras, um total de mais de 48 mil unidades no período. O resultado é claro: o ímã de geladeira responde por quase 93% de tudo que foi vendido. Ou seja, são mais de 44 mil unidades só desse formato.

Quem acompanha de perto a operação comercial não se surpreende. Afinal, o ímã cabe na mala, custa pouco e vira lembrança fixada na porta da geladeira por anos. Em outras palavras, é a definição perfeita de memória tangível, que é exatamente o que a Arteria existe pra entregar.

Personalização por atração vende mais que logo genérico

Entre os parceiros que atendemos, principalmente parques temáticos e aquáticos, um padrão se repete com força: personalizar o souvenir pela atração específica, não só pelo logo do lugar, é fator de diferenciação real na hora da venda.

Um ímã com a cara do brinquedo mais procurado do parque costuma girar mais rápido na prateleira do que uma peça genérica só com o nome do lugar escrito. Não à toa, como a gente já mostrou em por que souvenirs personalizados vendem mais que itens genéricos, apostar na atração específica costuma render mais do que apostar só na marca.

O que isso muda pra gestão de estoque da loja parceira

Pra quem administra uma loja de suvenir, o recado dos números é direto. E é, sobretudo, um recado de gestão de estoque.

O ímã merece o espaço de destaque na vitrine e a maior fatia do estoque parado em prateleira, porque é o item de giro mais rápido. Além disso, personalizar por atração, não só por logo, tende a vender mais rápido. Isso reduz o tempo que o produto passa parado esperando comprador.

Variar cor ou molde do mesmo produto é uma forma simples de aumentar a chance de conversão. Além do mais, isso não exige criar item novo do zero, nem inflar o número de SKUs que a loja precisa controlar.

Isso importa porque cada SKU parado é capital parado. Afinal, uma vitrine com muita variedade de baixo giro, e pouco espaço pro produto que realmente vende, costuma ter menos lucro por metro quadrado do que uma vitrine enxuta e bem priorizada.

Como pensar o mix sem exagerar na variedade

Uma boa regra prática pra gestão de estoque: comece pelo item de giro comprovado, o ímã, na maioria das lojas. Assim, dá pra usar ele como base de pelo menos metade do espaço de vitrine.

O restante do espaço, então, fica pra variações de cor, formato e edição sazonal. Isso ajuda a renovar a vitrine sem multiplicar o número de itens parados.

Reposição frequente e em lote pequeno também ajuda. Ou seja, em vez de comprar muita quantidade de poucos modelos, vale comprar quantidade média de mais variações do item que já vende bem. Isso reduz o risco de encalhe e mantém a vitrine sempre com cara de novidade.

O mix muda conforme o ponto turístico

Vale notar que esse padrão muda um pouco conforme o tipo de ponto turístico. Em parques temáticos e aquáticos, por exemplo, a personalização por atração específica costuma ter mais peso. O visitante associa a lembrança a um momento concreto, como a descida de um brinquedo, ou uma sensação física. Já em destinos de praia, montanha ou cidade histórica, a personalização por paisagem ou símbolo local costuma puxar mais a venda do que peça genérica com nome da cidade.

Isso não muda a conclusão principal: o ímã segue como item de maior giro em praticamente todo perfil de loja parceira que acompanhamos. Muda, sim, o critério de escolha de arte e a frequência ideal de reposição. Assim, ponto turístico sazonal, com pico de visitação em poucos meses do ano, pede lote de reposição menor e mais frequente durante a alta temporada. Isso evita sobrar estoque parado no resto do ano.

Mix bom não é mix grande

Outro dado que ajuda na gestão de estoque: mix bom não é mix grande. Loja com trinta modelos de ímã bem escolhidos, testados e repostos com frequência costuma vender mais e girar mais rápido do que loja com cem modelos parados na prateleira. Ou seja, menos SKU, mais giro, mais espaço de vitrine pro que já provou que vende.

Antes de aumentar o número de itens diferentes na loja, vale fazer uma pergunta simples. Esse produto novo substitui algo que já não vende bem, ou só soma mais peça parada no estoque? Essa pergunta simples, aliás, evita boa parte do encalhe que a gente vê em loja de suvenir mal planejada.

Se você quer revisar o mix da sua loja

Se você quer revisar o mix de produto da sua loja parceira, ou entender melhor o que funciona pro seu ponto turístico, fala com o nosso time comercial. A gente ajuda a montar o seu mix com base em dado real de venda, e não em achismo.