Dia do Cliente: o que o depoimento do nosso lojista parceiro revela

Hoje é Dia do Cliente, e a melhor forma de comemorar é contar uma história real. Queremos falar sobre um dos nossos parceiros mais antigos e o que o depoimento dele revela sobre reposição, produto e valor.

Em poucas palavras, o depoimento mostra algo simples de dizer e difícil de aplicar. Vender mais não significa produzir mais. Às vezes significa produzir melhor.

O medo antes da mudança

O parceiro é um ponto de venda dentro do Mercado Municipal de Florianópolis, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Durante anos, o lojista trabalhou só com a linha simples de ímãs e chaveiros. Ela vende bem, tem preço competitivo e o turista reconhece o produto na hora.

Quando a ideia de migrar pra linha resinada surgiu, o medo apareceu junto. A linha resinada custa mais pro lojista e precisa ser vendida por um preço mais alto na prateleira. A pergunta natural foi direta. Será que o turista pagaria o dobro por um produto premium?

Esse tipo de dúvida é comum entre os lojistas parceiros da Arteria. Trocar de linha significa mexer num modelo que já funciona, mesmo quando o resultado financeiro está estagnado há algum tempo. Já mostramos aqui no blog alguns dos erros mais comuns na hora de montar o mix de uma loja de souvenirs, e o medo de mudar de linha por receio de perder venda é um deles.

A decisão que mudou o resultado

Esse medo andava de mãos dadas com um hábito antigo, sempre repor o mesmo volume de sempre. Por isso, o parceiro decidiu testar o oposto do que fazia há anos. Em vez de pedir 100 peças da linha simples, pediu 50 peças da linha resinada.

Foi uma aposta pequena e reversível, não uma virada de chave desesperada. Ele testou o novo mix numa loja só. Comparou os números depois de algumas semanas. Só então avaliou se valia expandir a mudança pro restante do estoque.

O que o número revelou

O resultado surpreendeu o parceiro, e a nós também. O faturamento se manteve. O esforço de reposição caiu pela metade, porque metade das peças significa metade do trabalho de repor prateleira. E o ticket médio da loja dobrou.

Ou seja, a mesma prateleira, ocupada com menos peças, passou a valer mais. Isso é o oposto do que a maioria dos lojistas assume por instinto, que mais produto exposto é igual a mais venda.

Por que isso funciona na prática

Tem uma lógica simples por trás desse resultado. Um produto premium, bem posicionado, vende por um preço mais alto sem precisar de um volume maior de peças na vitrine. O turista que escolhe a linha resinada já está disposto a pagar mais por um souvenir que parece mais valioso na mão.

Isso também reduz o capital parado em estoque. Menos peças compradas significa menos dinheiro investido esperando venda. E significa menos risco de sobrar produto encalhado depois da alta temporada, quando o movimento da loja cai.

Tem ainda um efeito colateral bom pro lojista. Uma prateleira com menos peça, mas mais bem escolhida, fica mais fácil de manter organizada. Isso ajuda o cliente a notar o produto certo mais rápido, em vez de se perder numa vitrine cheia.

Como testar essa mudança sem correr risco grande

O parceiro não precisou trocar o mix inteiro de uma vez, e isso é o que torna esse case fácil de repetir. O primeiro passo foi escolher um produto só pra testar, o ímã, em vez de mexer em toda a linha de uma vez.

O segundo passo foi reduzir o volume do pedido, não aumentar. Pedir menos peça da linha nova custa menos e reduz o risco caso o teste não desse certo.

O terceiro passo foi dar tempo pro teste amadurecer antes de tirar conclusão. Os números só ficaram claros depois de algumas semanas de venda, não no primeiro dia. Um lojista que troca de linha e desiste na primeira semana de venda fraca costuma abandonar o teste antes da hora.

Vale a pena testar na sua loja?

Nem toda loja vai repetir exatamente esse resultado. Cada ponto turístico tem um perfil de visitante diferente, e o que funciona no Mercado Municipal de Florianópolis pode precisar de ajuste em outro lugar. Mas o princípio vale pra qualquer lojista parceiro que sente o estoque parado ou o ticket médio estagnado.

Antes de aumentar o volume de pedido pra tentar vender mais, vale perguntar se o problema é volume ou se é a linha certa. Às vezes a resposta não é pedir mais peça. É pedir a peça certa, no acabamento certo, pelo preço certo.

Se sua loja também quer sair da linha simples pra resinada conte com a consultoria da Arteria, fale com o nosso time comercial.

Bastidores de vendas: o que o turista mais procura nas lojas parceiras

Quem entra numa loja de suvenir num ponto turístico brasileiro geralmente sai de lá com uma lembrança pequena, colorida e barata. Mas o que exatamente essa pessoa escolhe levar pra casa? A gente resolveu abrir os números agregados de vendas dos últimos meses pra responder essa pergunta. E fizemos isso com dado real, não só com a impressão de quem está no balcão.

O ímã ainda é o rei do suvenir

Analisamos 451 produtos diferentes vendidos pelas lojas parceiras, um total de mais de 48 mil unidades no período. O resultado é claro: o ímã de geladeira responde por quase 93% de tudo que foi vendido. Ou seja, são mais de 44 mil unidades só desse formato.

Quem acompanha de perto a operação comercial não se surpreende. Afinal, o ímã cabe na mala, custa pouco e vira lembrança fixada na porta da geladeira por anos. Em outras palavras, é a definição perfeita de memória tangível, que é exatamente o que a Arteria existe pra entregar.

Personalização por atração vende mais que logo genérico

Entre os parceiros que atendemos, principalmente parques temáticos e aquáticos, um padrão se repete com força: personalizar o souvenir pela atração específica, não só pelo logo do lugar, é fator de diferenciação real na hora da venda.

Um ímã com a cara do brinquedo mais procurado do parque costuma girar mais rápido na prateleira do que uma peça genérica só com o nome do lugar escrito. Não à toa, como a gente já mostrou em por que souvenirs personalizados vendem mais que itens genéricos, apostar na atração específica costuma render mais do que apostar só na marca.

O que isso muda pra gestão de estoque da loja parceira

Pra quem administra uma loja de suvenir, o recado dos números é direto. E é, sobretudo, um recado de gestão de estoque.

O ímã merece o espaço de destaque na vitrine e a maior fatia do estoque parado em prateleira, porque é o item de giro mais rápido. Além disso, personalizar por atração, não só por logo, tende a vender mais rápido. Isso reduz o tempo que o produto passa parado esperando comprador.

Variar cor ou molde do mesmo produto é uma forma simples de aumentar a chance de conversão. Além do mais, isso não exige criar item novo do zero, nem inflar o número de SKUs que a loja precisa controlar.

Isso importa porque cada SKU parado é capital parado. Afinal, uma vitrine com muita variedade de baixo giro, e pouco espaço pro produto que realmente vende, costuma ter menos lucro por metro quadrado do que uma vitrine enxuta e bem priorizada.

Como pensar o mix sem exagerar na variedade

Uma boa regra prática pra gestão de estoque: comece pelo item de giro comprovado, o ímã, na maioria das lojas. Assim, dá pra usar ele como base de pelo menos metade do espaço de vitrine.

O restante do espaço, então, fica pra variações de cor, formato e edição sazonal. Isso ajuda a renovar a vitrine sem multiplicar o número de itens parados.

Reposição frequente e em lote pequeno também ajuda. Ou seja, em vez de comprar muita quantidade de poucos modelos, vale comprar quantidade média de mais variações do item que já vende bem. Isso reduz o risco de encalhe e mantém a vitrine sempre com cara de novidade.

O mix muda conforme o ponto turístico

Vale notar que esse padrão muda um pouco conforme o tipo de ponto turístico. Em parques temáticos e aquáticos, por exemplo, a personalização por atração específica costuma ter mais peso. O visitante associa a lembrança a um momento concreto, como a descida de um brinquedo, ou uma sensação física. Já em destinos de praia, montanha ou cidade histórica, a personalização por paisagem ou símbolo local costuma puxar mais a venda do que peça genérica com nome da cidade.

Isso não muda a conclusão principal: o ímã segue como item de maior giro em praticamente todo perfil de loja parceira que acompanhamos. Muda, sim, o critério de escolha de arte e a frequência ideal de reposição. Assim, ponto turístico sazonal, com pico de visitação em poucos meses do ano, pede lote de reposição menor e mais frequente durante a alta temporada. Isso evita sobrar estoque parado no resto do ano.

Mix bom não é mix grande

Outro dado que ajuda na gestão de estoque: mix bom não é mix grande. Loja com trinta modelos de ímã bem escolhidos, testados e repostos com frequência costuma vender mais e girar mais rápido do que loja com cem modelos parados na prateleira. Ou seja, menos SKU, mais giro, mais espaço de vitrine pro que já provou que vende.

Antes de aumentar o número de itens diferentes na loja, vale fazer uma pergunta simples. Esse produto novo substitui algo que já não vende bem, ou só soma mais peça parada no estoque? Essa pergunta simples, aliás, evita boa parte do encalhe que a gente vê em loja de suvenir mal planejada.

Se você quer revisar o mix da sua loja

Se você quer revisar o mix de produto da sua loja parceira, ou entender melhor o que funciona pro seu ponto turístico, fala com o nosso time comercial. A gente ajuda a montar o seu mix com base em dado real de venda, e não em achismo.

3 erros mais comuns ao escolher o mix de souvenirs

O Brasil recebeu 5,2 milhões de turistas internacionais só no primeiro semestre de 2026, alta de 13,3% nas chegadas por via aérea, segundo a Embratur. Mais gente circulando é mais chance de venda, mas só se o seu mix de souvenirs estiver pronto pra aproveitar.

Os 3 erros mais comuns na hora de montar o mix de souvenirs são: competir só por preço, ignorar a identidade local dos produtos e encher a prateleira com itens parecidos demais. Cada um deles afasta o turista e corrói sua margem. Veja como evitar os três.

1. Focar só em preço

Competir só por preço mais baixo desvaloriza seu PDV e corrói sua margem. O turista paga mais por identidade, não só por plástico.

2. Ignorar a cultura local

O segundo erro anda de mãos dadas com o primeiro: ignorar a cultura local na hora de escolher o produto. Um souvenir genérico, sem nenhuma conexão com o destino, dificilmente desperta o desejo de compra. Já uma peça com identidade da região vende mais na hora e, além disso, continua na memória do turista muito depois que ele volta pra casa.

3. Excesso de itens parecidos

O terceiro erro, por fim, costuma ser consequência dos outros dois: um mix grande demais, cheio de itens parecidos entre si e sem curadoria nenhuma. Assim, o turista se confunde na hora de escolher e, consequentemente, a loja acaba usando espaço valioso de exposição com peças que giram pouco.

A solução

No fundo, os três erros têm a mesma raiz: tratar o souvenir como item genérico, quando, na verdade, ele é lembrança. Por isso, a solução também é uma só. Um mix menor, com design personalizado por região e giro comprovado, resolve os três problemas de uma vez, já que reduz a concorrência por preço, entrega identidade local e, além disso, facilita a curadoria da prateleira. É exatamente esse tipo de mix que a Arteria desenha pra cada parceiro.

Então, repense seu mix hoje e comece a vender mais com menos itens.

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